terça-feira, 24 de junho de 2008

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Fonte: Folha Online

Nova técnica amplia retirada de tumor cerebral pelo nariz

As cavidades nasais estão se tornando um caminho viável para acessar diferentes regiões do cérebro e facilitar operações que antes exigiam grandes aberturas no crânio.

A cirurgia endoscópica --já há alguns anos usada para operar tumores na glândula hipófise-- tornou-se uma aposta para tratamentos em outras áreas do cérebro à medida que a técnica é aperfeiçoada.

"Hoje temos novos conhecimentos da técnica, que têm permitido fazer a cirurgia de forma expandida na base do crânio [parte que separa o cérebro dos seios da face e do nariz].

Podemos, por exemplo, tratar tumores na meninge", afirma Paulo Lazarini, otorrino da Santa Casa de São Paulo.
Ele conta que alguns hospitais no Brasil já assimilaram os novos usos que a cirurgia endoscópica vem ganhando na Universidade de Pittsburgh (EUA), onde a técnica foi inventada e é aperfeiçoada.

A operação é feita com o auxílio do endoscópio introduzido pelo nariz, que permite ao médico acompanhar tudo numa tela. Outros instrumentos também penetram pela via respiratória. É feita uma pequena perfuração no crânio, e o tumor, retirado.

A principal mudança na cirurgia foi na etapa final: o fechamento do crânio. Em vez de usar pedaços de mucosa do nariz ou de músculos da perna --tecidos que tendiam a morrer com o tempo--, os médicos passaram a usar um retalho do septo nasal sem desgrudá-lo totalmente, permitindo que ele continue irrigado por vasos sangüíneos e vivo, portanto.

"Hoje tratamos tumores próximos ao nervo óptico e à carótida [artéria que irriga o cérebro]. A nova técnica trouxe mais segurança para o fechamento da base do crânio, diminuindo o risco de expor o cérebro ao contato com a via respiratória, onde há bactérias. Diminuiu então o risco de complicações como a meningite e a drenagem de líquido cerebral pelo nariz", afirma.

Neuronavegação

Fernando Oto Balieiro, otorrino do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, diz que, além da nova forma de fechar o crânio, outro avanço que facilitou a cirurgia endoscópica foi a possibilidade da neuronavegação. O computador localiza os instrumentos na tela e dá uma imagem mais global que a proporcionada pelo endoscópio.

O médico lembra que a cirurgia endoscópica "não veio para ser a solução de todos os problemas" e que não pode ser usada em todos os casos. De acordo com ele, ela é útil basicamente para a parte do cérebro que faz fronteira com as vias respiratórias, mas não é a melhor opção caso o tumor esteja em outras regiões.

Para o neurocirurgião da Santa Casa Américo Rubens Leite dos Santos, há diversas vantagens no uso dessa cirurgia, e a principal é a estética.

"Não ter que abrir o crânio evita que o paciente fique com uma cicatriz na cabeça. Já a recuperação no pós-operatório não tem uma grande diferença da cirurgia tradicional", diz.

Ele ressalta outros pontos positivos como a menor exposição e manipulação dos tecidos cerebrais, o que reduz os riscos da cirurgia.



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Fábio Santos
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

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Novo exame para câncer de crianças e adolescentes

Estudo multicêntrico financiado pela Fapesp acaba de implantar de forma pioneira no Brasil o exame de base genética, que vai auxiliar no tratamento da leucemia. Utilizando técnicas sofisticadas de biologia molecular, o novo exame permitirá a detecção e a quantificação das células cancerosas invisíveis ao microscópio durante o tratamento, constituindo o que se chama Doença Residual Mínima (DRM). A presença da DRM a partir do 28o dia de tratamento indica que a criança poderá ter maior chance de sofrer recaída da doença. O Grupo Brasileiro para o Tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (GBTLI) estuda novas estratégias terapêuticas mais adequadas para este tipo de paciente.

Com este exame de base genética de alta sensibilidade, será possível fazer o diagnóstico antecipado de uma leucemia resistente ao tratamento já a partir da quarta semana de terapia (ou 28o dia). Os estudos mostram que apesar de receberem terapias modernas, entre 25% a 30% dos pacientes com Leucemia Linfóide Aguda (LLA) sofrem recaída da doença. A expectativa dos pesquisadores, no futuro, é a de que pacientes com alto risco de recaída, recebam tratamentos mais agressivos ou mesmo tratamentos alternativos, como o transplante de medula óssea, enquanto tratamentos menos intensos serão reservados aos pacientes com menor risco de recaída, diminuindo eventuais seqüelas decorrentes da quimioterapia.

Para o estudo da Doença Residual Mínima (DRM), Instituições participantes do Grupo Brasileiro, o Centro Infantil Boldrini, USP-Ribeirão Preto e GRAAC desenvolveram um método mais simples que aqueles em uso nos centros da Europa e dos Estados Unidos. O objetivo é começar com um método que permita a implantação em todo território nacional, principalmente por conta de custos mais acessíveis. Numa segunda etapa, o estudo envolverá métodos mais precisos de quantificação da DRM, que necessitam de equipamentos sofisticados, reagentes de alto custo e capacitação de técnicos.

Em princípio, a cura da LLA requer a erradicação completa das células leucêmicas, o mais precocemente possível. Na prática, "procura-se reduzir o número das células leucêmicas até o ponto em que não mais ocorra a manifestação clínica e laboratorial da doença, tecnicamente definida como Remissão Clínica Completa (RCC)", diz Silvia Brandalise, médica oncopediatra e atual coordenadora do Grupo Brasileiro para o Tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (GBTLI).

O GBTLI iniciou seu primeiro protocolo de tratamento da LLA em 1980, fato demarcatório para a mudança da história do câncer pediatrico no Brasil. Antes desse estudo clínico, as chances de cura das crianças com LLA eram inferiores a 5%. Com a introdução do protocolo GBTLI-LLA80, as chances de cura saltaram para 50%. Consecutivos estudos cooperativos foram desenvolvidos nessa área. Já no estudo de 1985, os resultados de tratamento alcançaram índices comparáveis aos do primeiro mundo: 70% de chances de cura. Atualmente, as chances de sobrevida de LLA são de75 a 90%, esta última para os pacientes de baixo risco.

A leucemia é considerada em remissão quando, além da ausência de sinais e/ou sintomas decorrentes da doença, a medula óssea apresenta menos de 5% de células morfologicamente identificadas no microscópio como malignas (blastos leucêmicos). "Isto já pode ser constatado após as duas primeiras semanas de tratamento. Nesta situação, entretanto, o paciente poderá ainda apresentar até 10 bilhões de células cancerosas não detectadas pela análise microscópica", diz o pesquisador doutor Carlos Scrideli, coordenador do projeto e pesquisador da USP de Ribeirão Preto, em colaboração com os pesquisadores Andres Yunes, do Centro Infantil Boldrini e Silvia Toledo, do GRAAC. A essas células cancerosas remanescentes, que não são detectadas pelas técnicas convencionais de análise morfológica ao microscópio, dá-se o nome de Doença Residual Mínima (DRM).

Até o desenvolvimento dos métodos mais sensíveis, capazes de detectar e quantificar o número dessas células residuais, a dinâmica (aumento ou decréscimo) da população de células malignas, após a obtenção da remissão, era algo desconhecido para o clínico. Com o exame da Doença Residual Mínima "é possível saber se no percurso do tratamento a população de células cancerosas sofre rápido decréscimo, ou um decréscimo menos acentuado, ou mesmo se mantém constante com tendências a aumentar", diz Silvia Brandalise.

A relevância clínica da dinâmica das células leucêmicas residuais no percurso do tratamento, ainda não foi completamente estabelecida. No entanto, os resultados até o momento são bastante promissores, tendo mostrado que o decréscimo, como eventual desaparecimento da DRM logo no início do tratamento, está associado a uma evolução favorável. A persistência ou o aumento do número de células leucêmicas residuais geralmente estão associados a provável recaída. Para exemplificar, um estudo publicado na revista Lancet, no fim de 1998, mostrou que a presença de uma ou mais células leucêmicas entre 1.000 células sanguíneas normais, entre a 5ae 12a semana do tratamento, permite identificar metade dos pacientes que sofrerão posteriormente a recaída da doença.

Segundo Carlos Scrideli, existem duas principais vantagens no uso de técnicas de biologia molecular para o estudo da Doença Residual Mínima. "Primeiramente, essas técnicas permitem alcançar alta sensibilidade, a ponto de detectar uma célula cancerosa entre 1.000 e 100.000 células normais. Segundo, pela biologia molecular é possível encontrar um marcador do DNA, exclusivo da célula leucêmica, para mais de 90% dos pacientes. Ou seja, é possível reconhecer a impressão digital no DNA da grande maioria dos casos de leucemia." A metodologia consiste em identificar, clonar e seqüenciar regiões variáveis do DNA das células leucêmicas, para posteriormente desenhar pelo menos duas sondas de DNA, que serão utilizadas na detecção e na quantificação das células leucêmicas, em amostras de sangue coletadas em seis diferentes fases do tratamento.

Outros métodos, como o uso combinado de quatro diferentes anticorpos que reconhecem moléculas presentes nas células do sangue, não conseguem diferenciar as células leucêmicas das células sanguíneas normais em mais de 30% dos casos de leucemia.


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quarta-feira, 11 de junho de 2008

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VERDADES E MENTIRAS SOBRE WORKOUT



Fazer exercícios de manhã melhora o metabolismo durante o dia?

Se os exercícios forem feitos antes do café da manhã, não haverá ganho adicional ou superior. Em geral, a qualquer hora que você se exercite, haverá melhora no metabolismo durante a sessão e por algum tempo depois. Alguns estudos mostram que quanto mais intensamente você se exercitar, mais longamente as taxas metabólicas se mantêm altas. A magnitude e duração desse aumento varia de pessoa para pessoa e de exercício para exercício.

A crença de que treinar de estômago vazio faz queimar mais gordura não é verdadeira. Durante o exercício, os músculos queimam uma combinação de carboidratos e gordura. Quando se chega a uma forma física mais desenvolvida, os músculos utilizam uma porcentagem maior de gordura para a energia.
Outra consideração para se pensar é que muitas pessoas estão em baixa de energia quando acordam porque os níveis de açúcar no sangue estão nos mais baixos níveis. Se essa pessoa comer antes de entrar em atividade física, pode entrar com mais vigor numa sessão mais extenuante, eliminando, assim, mais calorias e gorduras do que a pessoa que não comeu naquela hora. Esses fatos não são apresentados para dissuadir os madrugadores de sua rotina, mas apenas desfazer alguns mitos que circulam por aí.

Quando queremos ter uma elevação no metabolismo, nem sempre é suficiente perder peso. Além disso, tem gente que compensa a elevação do metabolismo comendo mais, o que neutraliza todos os esforços.

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Gordura corporal e intensidade de exercício

Sempre que nos exercitamos, estamos queimando, ao mesmo tempo, gordura e carboidrato. Também queimamos mais energia (calorias) com exercícios de mais intensidade. Então, se os batimentos estão mais acelerados, é porque estamos usando maior percentagem de carboidrato (como glicogênio, a forma de armazenagem de carboidrato encontrada nos músculos) e, como estamos usando mais energia, usamos mais gordura também. Isso significa que queimamos um número maior de calorias gordurosas numa intensidade alta de exercício, num período igual de tempo. Em outras palavras, em 30 minutos, vamos queimar mais calorias a 160 batidas por minuto do que a 125 (assumindo, é claro, que a gente consiga manter a taxa de 160 batidas durante 30 minutos).

Ao ficarmos mais aerobicamente treinados, nossos corpos se adaptam e passam a queimar calorias gordurosas sempre, por causa da utilização melhor de glicogênio, que leva nossos músculos a não se cansarem facilmente durante os exercícios. Outro benefício dos exercícios é o desenvolvimento dos tecidos dos músculos. Quanto mais enxuta a massa corporal, mais calorias queimamos o dia todo, e à noite também!.

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Vamos considerar também o equilíbrio de energia. Para queimar gordura, as calorias que comemos não podem exceder as calorias que gastamos, porque senão elas serão armazenadas como gordura. Aí, em vez de perder peso, a pessoa engorda.

Para queimar o máximo de gordura num dado período de tempo é preciso encontrar uma intensidade razoável que dê conforto durante toda a sessão. Uma medida fácil é ser capaz de falar durante o exercício. Para a maioria das pessoas que se exercitam regularmente, esse momento representa entre 70% e 75% da taxa máxima de batimentos.

Para calcular a taxa adequada de batimentos, use a seguinte fórmula:

Subtraia a sua idade de 220, que resulta em um indicador de intensidade de exercício.
Por exemplo: a taxa máxima de batimentos para uma pessoa de 20 anos é 220 - 20 = 200. Sua faixa adequada será entre 65% e 85% da taxa máxima. Portanto, 220 - 20 = 200 - 65% = 130, até 220 - 20 = 200 - 85% = 170 batimentos cardíacos por minuto


Taxa mínima e máxima de batimentos para exercícios aeróbicos

Há uma faixa de batimentos que resulta em benefícios cardiovasculares. Há uma regra geral para determinar essa faixa ideal para exercícios.

A taxa máxima é de, aproximadamente, 220 batidas por minuto menos a idade da pessoa. É recomendável que você comece se exercitando no nível mínimo (60% desse número) e ir aumentando até 85 ou 90%.

Digamos que você tem 30 anos. Subtraia 30 de 220 e terá 190. Na taxa mínima, 60% de 190 são 114 batidas por minuto, e na taxa máxima 90% de 190 são 171 batidas por minuto. A sua faixa, então, vai de 114 a 171.

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Depois que você tiver começado, verifique a pulsação (meça 10 segundos e multiplique por seis ou meça 15 segundos e multiplique por quatro). Se estiver muito abaixo da taxa mínima, você pode aumentar o ritmo dos exercícios, como trocar para uma marcha mais pesada se estiver pedalando ou nadar mais depressa. Se estiver muito alta, diminua o ritmo dos exercícios.

A Faculdade Americana de Medicina Esportiva recomenda 30 minutos ou mais de atividade física de intensidade moderada, todos os dias da semana. Atividade moderada é o equivalente a caminhar à velocidade de 4,8 a 6,4 quilômetros por hora, durante 20 minutos.

Com base em uma pesquisa epidemiológica, os efeitos mais benéficos dos exercícios moderados são obtidos para doenças do coração, hipertensão, diabetes sem dependência de insulina, osteoporose, câncer do cólon, ansiedade e depressão. Se você se exercita a uma intensidade moderada, também é mais provável que você se sinta motivado a prosseguir se exercitando do que se usasse uma intensidade alta.

Estabelecer metas e monitorar o seu progresso também o ajudará a seguir em frente. E, se você tiver dificuldades de fazer os 30 minutos de uma só vez, tente começar se exercitando de oito a 10 minutos por dia.

Uma boa receita é fazer 20 minutos de exercícios aeróbicos três vezes por semana, para alcançar benefícios mínimos. À medida que você for entrando em forma, pode ir aumentando, gradualmente. E não se esqueça de inserir exercícios de força e de flexibilidade em sua rotina.

Faça um bom programa, e confira como você se sente.



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Hepatites Virais, um alerta necessário

No último dia 19 de maio foi lembrado o Dia Mundial da Hepatite e, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os riscos das hepatites B e C, várias cidades brasileiras organizaram uma programação de eventos. Passeatas, caminhadas, distribuição de material informativo, testes de detecção, palestras, seminários, entre outras atividades foram realizadas por diversas instituições e organizações não-governamentais (ONGs).

Os eventos fazem parte de uma campanha mundial chamada "Sou o número 12?", coordenada por uma ONG recém-criada, a World Hepatitis Alliance (WHA). A WHA representa em torno de 200 grupos de pacientes portadores de hepatite B e C em todo o mundo. A World Hepatitis Alliance (WHA) lançou uma campanha de conscientização que faz a seguinte pergunta: "Sou o número 12?".Em todo mundo, 1 em cada 12 pessoas convive com a hepatite B ou C. A maioria delas não sabe que tem a doença.

Difundir informação sobre as hepatites B e C é um dos objetivos da campanha Sou o número 12? Informação é importante para que as pessoas façam o teste diagnóstico e procurem tratamento.Se nada for feito de imediato, mais de 1 milhão de brasileiros poderão desenvolver cirrose ou câncer no fígado nos próximos 15 anos. O custo social, com perda da capacidade de trabalho, aposentadorias, tratamento da cirrose e prováveis transplantes de fígado, será infinitamente superior ao que seria gasto com detecção e tratamento dos infectado.

Em função dessa epidemia, que atinge cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, a WHA propõe que os governos dos países afetados pela moléstia trabalhem para efetivar 12 metas até o ano de 2012. O documento pede, entre outras coisas, a realização de duas campanhas anuais (em rádio, televisão, jornais e revistas) para divulgar a doença e reduzir o estigma; a disponibilização de testes de detecção gratuitos e anônimos; a divulgação pública da real incidência das hepatites virais e a disponibilização das vacinas das hepatites A e B para toda população.Em alguns países as 12 metas já estão cumprida.

A campanha da World Hepatitis Alliance foi lançada oficialmente na segunda-feira (19/05). A WHA, que reúne 200 organizações não-governamentais de todo o mundo, irá divulgar a iniciativa em 64 países, incluindo o Brasil. "Nós temos uma epidemia dez vezes maior que a AIDS", afirma Carlos Varaldo., diretor de ONG brasileira. "O quadro é trágico", alerta. Para Varaldo, essa é uma epidemia "silenciosa". O próprio ativista começou a atuar na área após descobrir ser um portador da hepatite C, da qual ele se diz curado.

Apenas no Brasil, a estimativa é de que as hepatites B e C afetem entre 5 e 6 milhões de pessoas. No caso do HIV, esse número é de cerca de 600 mil indivíduos. Dados de ONGs mostram que um em cada 3 soropositivos estaria em tratamento no país. No caso da hepatite C, seria um em cada 350. Quando se fala em hepatite B, o número é ainda pior: apenas 1 em cada 1.000 indivíduos afetados pela moléstia estaria em tratamento.

Nós damos uma exposição extraordinária para o HIV. Para as hepatites virais, no entanto, estamos numa espécie de "ostracismo", lembrando que, nos casos de acidentes com agulhas contaminadas, o risco de infecção pelo HIV é 1 para 300. Para o vírus da hepatite C, esse risco é 1 para 30. No caso da hepatite B, o risco de alguém se infectar, com uma agulha contaminada, é de 1 para três acidentes.

Portanto, idealmente pessoas com exposição de risco, como relação sexual sem preservativos, usuários de drogas, recebedores de transfusão há mais de 15 anos, histórico familiar de hepatite, mesmo assintomáticos devem realizar exames sorológicos para descartar a hipótese de portador crônico e desenvolver complicações relacionadas a cirrose em um período que varia entre 10 e 20 anos pós contato com o vírus.


fonte: Último Segundo




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Fábio Santos
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Introdução da insulina no momento exato previne complicações

Tipo 2 da doença é tratado com mudanças no estilo de vida, dieta e exercícios.

Uso da insulina, no entanto, pode evitar problemas futuros.
Estudo apresentado no Congresso da Associação Americana de Diabetes demonstra que se o paciente não consegue atingir as metas de controle a insulina deve ser utilizada.

O diabetes tipo 2 afeta mais de 90% dos diabéticos e inicialmente é tratado com mudanças no estilo de vida, dieta e exercícios. Medicamentos por via oral podem auxiliar a obtenção dos níveis adequados de glicose no sangue.

A principal meta a ser atingida é conseguir manter a hemoglobina glicosilada (marcador do níveo de açucar no sangue) em 7%. Se a meta não consegue ser atingida com medicação, dieta e exercícios, o tratamento com insulina está preconizado. Os médicos encontram muita dificuldade em convencer seus pacientes a passarem a utilizar a insulina, por motivos sociais e pelo impacto emocional dessa transição.

O aparecimento das complicações do diabetes está diretamente ligado ao controle dos níveis de açúcar no sangue. Como estamos falando em problemas que muitas vezes irão se manifestar anos a frente os pacientes não conseguem avaliar a importância desse controle.
Os resultados do estudo TULIP, apresentado em São Francisco, mostrou, mais uma vez, que devemos iniciar a insulina nos pacientes que não conseguem estabilizar sua glicemia.

O tratamento precoce faciliata o controle do diabetes diminuindo o risco de progressão dos problemas vasculares, principal complicação da doença.
No estudo foi utilizada um insulina sintética de longa duração com uma aplicação diária, comparada ao tratamento medicamentoso e mudança de hábitos em pacientes que não conseguiam estabilizar assim sua glicemia.

O controle dos níveis de açúcar no sangue, com hemoglobina glicosilada abaixo de 7%, foi obtido em 66% dos pacientes do grupo da insulina contra 38% do grupo tratado com medicamentos e estilo de vida.
Esse trabalho reforça a importância do controle estrito do níveis de açúcar no sangue para o tratamento do diabetes.

Fonte: G1 09/06/2008

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