terça-feira, 15 de julho de 2008

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Redução na reposição hormonal reflete em queda da incidência do câncer de Mama

Estudo publicado na edição de 19 de abril do The New England Journal of Medicine concluiu que a queda acentuada na incidência do câncer de mama nos Estados Unidos em 2003, acompanhada por uma estabilização em um nível mais baixo em 2004, está intimamente associada com a redução da terapia de reposição hormonal entre as mulheres na menopausa.

O estudo demonstrou que a incidência do câncer de mama em mulheres norte-americanas apresentou uma redução de 6,7% em 2003 quando comparada com o ano anterior. Registros de 2004 mostraram um nivelamento com 2003, porém com uma pequena queda adicional. A redução na incidência foi evidente apenas em mulheres com 50 anos ou mais e se apresentou mais marcante nos cânceres de mama receptores de estrogênio positivos.

Os pesquisadores estudaram diversas variáveis que poderiam estar relacionadas com o declínio. Eles procuraram por falhas nos próprios registros, alterações em fatores reprodutivos, no rastreamento da doença com a mamografia, na exposição a fatores ambientais, na dieta e no uso da terapia de reposição hormonal. Apenas o uso da terapia de reposição hormonal mudou substancialmente, com a quantidade total de prescrições diminuindo ao longo do tempo, especialmente em 2003.

Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Prescrições 62 milhões 61 milhões 47 milhões 24 milhões 21 milhões 18 milhões


A redução na terapia de reposição hormonal pode ter causado o declínio na incidência do câncer de mama por efeitos hormonais, que agem diretamente no crescimento de neoplasias ocultas na mama, predominantemente em tumores receptores de estrogênio positivos.

A rápida mudança sugere que esses cânceres ocultos pararam de progredir, ou até mesmo regridem, após a interrupção da terapia.

A pesquisa foi liderada pelo médico Peter Ravdin, do Anderson Cancer Center, e incluiu pesquisadores do National Cancer Institute e do Los Angeles Biomedical Research Institute at Harbor da UCLA Medical Center (LA Biomed).

Fonte: NEJM, Abril, 2007.
Fonte: Revista Pesquisa Médica

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

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Redução do estômago ganha novo método

Um procedimento não cirúrgico para perda de peso acaba de ser testado com sucesso no Brigham and Women´s Hospital, de Nova York. Sem necessidade de realizar cortes, o procedimento oferece a possibilidade de uma operação mais segura e menos traumática para resolver o problema da obesidade. A experiência está sendo realizada com 20 pacientes.

O novo método consiste na passagem de um tubo pela boca e garganta e pelo uso de uma agulha fina para fazer uma série de dobras no estômago. Essas dobras estreitam o estômago e impedem que o paciente consuma grandes quantidades de comida. Como os instrumentos descem pela garganta, em lugar de por meio de um corte no abdômen, os médicos esperam evitar muitos dos riscos da cirurgia tradicional, como infecções, sangramentos e cicatrizes. Por ser um método menos invasivo, eles também acreditam numa recuperação rápida e possivelmente sem dores abdominais subseqüentes.

Os pesquisadores advertem que ainda levará alguns anos antes que se tenha certeza de que esse tipo de procedimento é seguro e efetivo. O novo método é baseado no trabalho de um médico venezuelano que realizou uma operação similar em 64 pacientes e relatou resultados promissores após um ano. Os médicos norte-americanos modificaram o método e refinaram os instrumentos utilizados na operação.



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Vitamina D também previne doença cardíaca

Entrevista da nutricionista Daniéla Oliveira Magro, da Unicamp, ao site diabetenoscuidamos

A vitamina D, encontrada em maior abundância no sol, pode, segundo um novo estudo europeu, ajudar a prevenir doenças cardíacas, um dos problemas que afetam o diabético. Geralmente, as mulheres em idade de menopausa conhecem a importância dessa vitamina no combate e prevenção da osteoporose. Isso porque, explica a nutricionista Daniéla Oliveira Magro, do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a vitamina D ajuda na absorção e manutenção do cálcio no organismo, importante para a regeneração das células ósseas.

Recentemente, uma pesquisa realizada na Alemanha mostrou que a vitamina D parece ajudar também na prevenção das doenças cardíacas. Estudando um grupo de mais de 3 mil homens e mulheres acima dos 62 anos, os pesquisadores verificaram, ao longo de oito anos, a ocorrência de 463 mortes por problemas cardíacos num total de 737 óbitos. Entre os que faleceram de problemas relacionados ao coração, mais de 300 eram os que apresentavam os menores níveis de cálcio no sangue.

Daniéla explica que a vitamina D age em diversos órgãos do corpo, sempre atuando onde há necessidade de regulação. “Vários trabalhos mostram que essa vitamina é importante também para regular o sódio e que ela atua no cérebro, no coração, no pâncreas e no sistema imunológico”, afirma a especialista, acrescentando que seus efeitos podem ser observados na melhor secreção da insulina e dos hormônios da tireóide.

Embora a principal fonte da vitamina D seja o sol, Daniéla alerta que não é preciso ficar exposto aos raios solares durante horas. “Meia hora por dia sob o sol, no horário até as 10 horas da manhã e tendo o cuidado de usar protetor solar, pode ser suficiente”, explica a nutricionista.

Para quem não quer – ou não pode – tomar sol com freqüência, a nutricionista informa que é possível obter a vitamina D pelos alimentos. O peixe, principalmente o salmão, o leite fortificado com vitamina D, são algumas das fontes dessa vitamina, que ainda pode ser encontrada, em menor quantidade, no ovo, carne e iogurte.

“Um pedaço de peixe com 100 gramas fornece 2,2 microgramas de vitamina D e um copo de leite fortificado oferece 2,45 microgramas da vitamina”, diz Daniéla. Para adultos até 50 anos, a necessidade diária de vitamina D é de 5 microgramas; até os 70 anos, essa quantidade deve ser de 10 microgramas, subindo para 15 microgramas a partir dessa idade.



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terça-feira, 8 de julho de 2008

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Por Fábio Santos - São José dos Campos

Atividade física protege os homens contra o mal de Parkinson

Aqui vai o texto corrido... No dia 14 de abril de 2007, o Laboratório Oswaldo Cruz de São José dos Campos, realizou o 1º Curso para Gestantes, em sua matriz, voltado para as futuras mamães e para as pessoas que acompanharão o período de gestação, enquanto aguardam a chegada do bebê.

Os homens que praticaram exercícios físicos intensos de forma regular na juventude têm menos chance de sofrer da doença de Parkinson quando comparados com os que não os praticaram.

Esse é o resultado de uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. O estudo acompanhou mais de 48 mil homens e mais de 77 mil mulheres, previamente saudáveis, desde 1968.

Para a coleta, os participantes completavam questionários sobre doenças existentes, hábitos de vida e atividades físicas e de lazer. Os questionários foram revistos a cada dois anos até o ano de 2000.

Nos questionários eram listadas atividades como caminhada, ciclismo, natação, corrida, tênis, squash, exercícios aeróbicos, além de anotações quanto ao número de lances de escada a pé diariamente.

Os homens com atividade física regular desde o início do estudo apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson de 50%. Praticar atividades físicas intensas regularmente trouxe o benefício de diminuir o risco em 60%.

As mulheres também apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson, porém essa diminuição não foi estatisticamente significativa. O mal de Parkinson é uma doença neurológica progressiva que atinge as pessoas geralmente após os cinqüenta anos e atinge cerca de 1% da população mundial com mais de sessenta anos de idade.


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segunda-feira, 30 de junho de 2008

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Cuba em vias de eliminar a transmissão da Hepatite B


Uma nova conquista se inscreverá breve no avanço científico do país: Cuba está em vias de eliminar a transmissão da hepatite B, uma infecção severa do fígado causada por um vírus que se adquire por contato direto com o sangue ou outros fluídos corporais como a saliva e o sêmen. Também por via perinatal: da mãe ao filho no momento do parto, e através da lactação.

O alcance do enunciado se esclarece ainda mais quando conhecemos que isso permitirá, do mesmo modo, sentar as bases para que nas próximas três ou quatro décadas se produza a eliminação do câncer hepático e a cirrose dependentes desta doença.

A hepatite B é considerada como o problema médico-social de maiores conseqüências imediatas e futuras, maior que outras enfermidades como a AIDS.

A revista médica inglesa The Lancet em sua edição do dia 17 de maio escreve que quase 500 milhões de pessoas -uma de cada 12 da população mundial- estão infectadas com a hepatite B ou C, "e o que é pior: a maioria nem sequer sabe", e sublinha que se requererá de um compromisso da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos governos individualmente durante um largo período para que se possa garantir o êxito neste importante tema de saúde.

Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas morrem cada ano de hepatite B ou C (para esta última ainda não existe vacina, mas sim tratamentos), o que faz que a epidemia seja "uma das ameaças mais importantes para a saúde mundial", motivo pelo que neste ano, como via de alerta universal, declarou-se em 19 de maio como Dia Mundial da Hepatite.

CIÊNCIA E JUSTIÇA SOCIAL

A obtenção e produção a grande escala da vacina recombinante de alta eficácia contra a Hepatite B possibilitou realizar maciças e sistemáticas campanhas que permitem hoje que a população cubana menor de 26 anos se encontre imunizada.

A partir de 1992 todas as crianças ao nascer começaram a ser vacinados contra a hepatite B. Em sucessivas campanhas a imunização contra este flagelo se estendeu aos estudantes, e a grupos de risco como os trabalhadores da saúde, pacientes submetidos à diálise, entre outros, como parte do Programa Nacional de Imunização do Ministério de Saúde Pública (MINSAP).

Um olhar às estatísticas mostra como em 1992 se diagnosticavam no país 2.194 pessoas com hepatite B, 1.344 em 1997, 34 em 2006 e 17 em 2007, para uma redução da incidência desta enfermidade de 99,2%, mostrando a eficácia da vacina e da acertada estratégia de imunização que alcança de forma gratuita a toda a população.

Em 2007 não se diagnosticou um só adolescente menor de 14 anos com a hepatite B. Dos casos reportados (17), duas foram em pessoas com mais de 65 anos, 14 em idades compreendidas entre os 25 e 59 anos, e um só entre os 15 e 24 anos. Desde 1999 não se registram casos em menores de 5 anos.

Do ponto de vista epidemiológico, e de acordo com critérios da OMS e outros organismos internacionais, quando um país reporta menos de 10 casos anuais de uma doença, considera-se eliminada como problema de saúde. Não obstante, mantêm-se as estratégias de vacinação e controle estrito nas doações de sangue, a fim de evitar que os pacientes crônicos possam transmitir a infecção a pessoas ainda não imunizadas.

PREVENIR ANTES DA EXPOSIÇÃO

A estratégia seguida em Cuba se sustenta na premissa técnica de "prevenção antes da exposição ao vírus". Daí a imunização universal a todos os recém-nascidos, a outros grupos de idade e algumas localidades de maior incidência.

A prevenção da infecção perinatal, quando a gestante é positiva ao vírus da hepatite B, também se iniciou em 1992, e, todos os filhos das mães portadoras são acompanhados de forma continua pelos médicos.

Por isso, o esquema de imunização dos recém-nascidos filhos de mulheres não portadoras é diferente do que se aplica a mães que apresentam o vírus. Ao filho das primeiras são administradas três dose da vacina: quando nasce, ao mês e aos seis meses, enquanto que os filhos das portadoras recebem quatro doses: ao nascimento, ao primeiro mês, ao segundo e aos 12 meses. E desde janeiro de 2008 os filhos de mães portadoras também recebem imunoglobulina nos primeiros dias do nascimento antes de iniciar o esquema de imunização.

EM OUTROS PAÍSES

Desde mês de maio o Peru está realizando uma campanha de vacinação para prevenir a hepatite B que atinge toda a população. Mais um exemplo de responsabilidade em saúde pública de governos preocupados com a epidemia.


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